Publicado por: jpmsantos | 13/03/2009

Fontes de Loriga

As Fontes de Loriga. Esta vila está actualmente “inundada” de fontes, espalhadas em diversos pontos da povoação, onde toda a gente se pode deliciar com as suas águas cristalinas. Mas nem sempre foi assim. Numa região onde a água sempre existiu com grande abundância, noutros tempos a carência de fontes de água potável em Loriga era um facto. Nessa época já longínqua, esta localidade tinha apenas no seu perímetro duas fontes de água potável represadas, em que as pessoas mergulhavam indistintamente os seus cântaros, latões ou baldes, sem o mínimo respeito e sem os mais rudimentares preceitos higiénicos. p3130034Uma dessas fontes estava situada na Barroca, enquanto a outra estava no lugar onde ainda hoje permanece, conhecido por Fonte do Vale. Existiam outras nos arrabaldes, a que o povo chamava Regato, Teixeiro e Amores. No entanto, essas eram menos utilizadas por motivo da distância a que ficavam, como também pelo facto de as águas brotarem dos combros de propriedades regadias e filtradas pela terra.

No final do século XIX, o povo passou a aproveitar outros locais onde a água era potável, para assim se abastecer desse precioso líquido. Os emigrantes loriguenses sediados no norte do Brasil, mais concretamente em Manaus, não esqueciam as necessidades dos seus conterrâneos, apesar da distância. Pensaram então em levar a bom termo a iniciativa da construção de fontanários na sua terra natal, facto que viria a acontecer nos primeiros anos do século XX.

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Um fontanário foi edificado na rua principal, local conhecido pelas “Almas”, outro no Adro da Igreja e um terceiro na Rua do Porto. Construídos em locais estratégicos da povoação, a partir de então e durante dezenas de anos e gerações, tornou-se no meio de abastecimento de água que a população necessitava para o seu consumo. Entretanto, as casas que iam sendo construídas ou remodeladas passaram a ter abastecimento próprio com aproveitamento da água existente um pouco por todo o lado, por vezes canalizada através de longos percursos. No princípio da década de 1970, o saneamento básico foi levado a efeito em Loriga, trabalhos que se prolongaram durante alguns anos e onde a evidente impaciência da população viria a ser recompensada com um dos maiores melhoramentos efectuados na vila. Desta forma, as Fontes de Loriga deixaram de ter a mesma relevância que tinham tido até então. No entanto, mais de uma dezena de fontes continuam bem vivas e ficarão para sempre gravadas na história desta localidade e da sua gente, a saber: Fonte do Adro, Fonte das Almas, Fonte do Porto, Fonte do Amores, Fonte dos Azeiteiros (Penedo de Alvôco), Fonte da Senhora da Guia Nova, Fonte do Recinto da Senhora da Guia, Fonte da Casa-do-Fogueteiro (Recinto N.S. da Guia), Fonte do Mouro, Fonte das Penedas, Fonte do Reboleiro, Fonte de Santo António, Fonte do Vale e Fonte do Vinhô.

 

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