Publicado por: jpmsantos | 13/03/2009

Sepultura Antropomórfica

campaUma sepultura antropomórfica (século VI a.C.) que se encontra no lugar que foi desde sempre conhecido por “Campa” e que fica a cerca de 2 Km do centro da Vila. Pouco ou nada se sabe acerca da origem deste singelo monumento, situado num local praticamente escondido pela vegetação. Embora se não possa precisar a data, é mais do que certo ter sido deixado ali há mais de 2.000 anos, mesmo até antes da chegada da civilização romana a esta região. Através dos tempos, muitas versões se têm conhecido a respeito deste monumento e ao fim a que se destinava. O que parece mais viável é que este monumento teria sido um túmulo coberto por uma laje, que entretanto desaparecera. Assim sendo, é provável que tenha sido um local de culto, a avaliar pelo facto de se encontrar no sopé do monte em cujo cume existiu um Castro. Outras teorias dão conta que o “Caixão da Moura” é uma “lagareta” (pequeno lagar para pisar uvas), teoria que pode merecer alguma aceitação mas em séculos posteriores à sua origem. A sua verdadeira história ficará para sempre envolta numa mistificação de ecos mudos e surdos. Independentemente de tudo o que se possa dizer ou contar, este monumento é de valor histórico e deve ser protegido.

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Publicado por: jpmsantos | 13/03/2009

O Caminho e Pontes Romanas

milhoO caminho romano e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Loriga ao restante império. Estas verdadeiras obras de arte que atravessam grande parte da zona circundante de Loriga (desde a Portela-do-Arão até à Casa-do-Guarda) são hoje alvo de roteiros turísticos para as inúmeras pessoas (nacionais e estrangeiros) que visitam esta vila. A ponte, situada sobre a Ribeira das Naves e muito perto do local chamado “Moenda”, é detentora de um só arco, não se sabendo com precisão a data da sua construção. Sabe-se que faz calromana03parte dos muitos vestígios da presença romana nesta zona da Serra da Estrela, onde ainda hoje se podem admirar troços de calçada romana, por exemplo no caminho que ligava Loriga a Sena e Conimbriga. Sobre a Ribeira de São Bento, existiu também uma outra ponte romana, que fazia parte do mesmo caminho, só que essa não chegou aos nossos dias.

Publicado por: jpmsantos | 13/03/2009

LORIGA

500px-panoramalorigaLoriga é uma vila e freguesia do concelho de Seia, distrito da Guarda, tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². A vila encontra-se a cerca de 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa e é acessível pela EN 231. Tem acesso directo ao ponto mais alto da Serra da Estrela pela EN338, estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela-do-Arão ou Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida, onde se liga com a EN339. Conhecida como a “Suíça Portuguesa”, devido à sua extraordinária paisagem e localização geográfica, está situada a cerca de 770m de altitude. A sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga ou “Nave”, e a Ribeira de S. Bento, que se encontram no fundo da vila, formando um dos maiores afluentes do Rio Alva.

Loriga foi fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras, onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.

O seu nome veio da localização estratégica da povoação nos Montes Hermínios (actual Serra da Estrela) que eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia, e na antiga couraça guerreira que os romanos designavam por Lorica. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica e deste nome derivou Loriga (designação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar, sendo de grande importância histórica, o que justifica que a Lorica seja a peça central e principal do brasão da vila.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-líbris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos habitantes ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas rochoso num espaço fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga, fazendo parte do património histórico da vila.

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e o principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato (herói lusitano que a tradição local e alguns documentos apontam como sendo natural desta antiquíssima povoação) que estava fortificado com muralhas e paliçada. O segundo núcleo era constituído pelo actual Bairro de S. Ginês (S. Gens) onde existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo e a Rua da Oliveira, situada na área mais antiga do centro histórico da vila que, pela sua peculiaridade, recorda algumas das características urbanas da época medieval.

Publicado por: jpmsantos | 10/03/2009

Igreja Matriz

p3130025A Igreja Matriz (século XIII, reconstruída) foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II no local de outro antigo e pequeno templo. O terramoto de 1755 quase destruiu a igreja, acabando mesmo por ruir por não se terem feito obras a tempo. Era um templo românico com as características da Sé Velha de Coimbra. Possuía uma abóbada artesoada com riquíssimos quadros que alguns atribuem p31300311à escola de Grão Vasco. Tinha cinco altares e dela hoje apenas resta a traça duma das portas que tem uma inscrição visigótica dum salmo sobre o baptismo e uma pedra, contendo inscrito o ano de 1233, numa das portas laterais da actual igreja paroquial. Há alguns escritos que dão conta que até 1713 a igreja era lugar de culto de Nossa Senhora da Conceição. No entanto, parece manter-se a ideia de que foi sempre orago de Santa Maria Maior e que ainda se mantém.

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